Pas de Cuba é literalmente Passo de Cuba.

Os inconfundíveis passos da lendária bailarina Alicia Alonso!
Aquela que, na década de 40, encantou o mundo no Metropolitan Opera House de Nova Yorque, em magistral interpretação de “Giselle”, cuja dramaticidade e arrojo coreográfico, levaram a crítica especializada a sentenciar: “Ela nasceu para que Giselle não morresse”.

Para quem conhece a metodologia cubana de ballet, uma oportunidade rara de se aperfeiçoar com grandes mestres formados por ela, a mestra maior, a primeira bailarina absoluta de Cuba.
Os que não conhecem se surpreenderão com a descoberta de que o clássico convencional, tão adequado ao biótipo europeu esguio, longilíneo, cabe perfeitamente no físico dos latinos, de estaturas mais baixas, quadris largos e coxas grossas.

Alicia Alonso teve a sensibilidade de unir a vocação para a dança, musicalidade e dramaticidade de seu povo à sua paixão pelo ballet, surgindo no cenário mundial, com um jeito próprio de dançar o clássico. Diante das escolas, francesa, italiana, russa, inglesa, pode-se dizer que ela recriou o ballet para nós latinos fundando a escola latino-americana de ballet, hoje tão importante quanto as demais!

O I Pas de Cuba, realizado em julho de 2009, trouxe ao Brasil dois grandes mestres do famoso Ballet Nacional de Cuba (BNC), com o objetivo de difundir essa forma latino-americana de dançar o clássico, conhecida também como escola cubana de ballet, considerada uma das mais virtuosas, limpas e dramáticas do mundo.

Félix Rodríguez, 57 anos, detém o título de bailarino principal e mestre do BNC. Foi um dos últimos pares a contracenar com a grande diva do ballet cubano, Alícia Alonso.
Na década de 80, como primeiro solista da companhia, viajou por dezenas de países, se apresentando nos principais  palcos do mundo e contracenando com grandes nomes do ballet. A partir da década de 90, como regisseur do BNC viajou aos grandes centros mundiais como mestre convidado, dos cursos internacionais de dança promovidos pela Cátedra de Ballet do BCN, que o Brasil teve a honra de receber pela primeira vez através da cidade de Campinas.

Miguel Rodríguez Pozo, 58 anos, é mestre e coreógrafo do BNC e da Escola Nacional de Ballet, instituição responsável pela formação dos principais bailarinos surgidos em Cuba nas últimas décadas. Atua também como preparador físico e coreógrafo em diversas companhias locais e ministra cursos pelo mundo todo, em modalidades como: clássico, contemporâneo e rítmos caribenhos. Foi mestre convidado da Fundação Novo Cinema Latinoamericano onde desenvolveu o projeto Aprendendo a Dançar com a Imagem. De 1998 a 2006 foi diretor do Gran Teatro Garcia Lorca e do Teatro Nacional de Cuba, durante os Festivais Internacionais de Ballet de Havana.Também foi bailarino do Ballet Nacional de Cuba.